Blog da Ana Maria Bahiana

As desventuras de Melissa Leo revelam um pouco do avesso das campanhas

Qual a diferença entre este anúncio…

...e este?

A duas semanas dos Oscars, a disputa continua em aberto. E a grande pergunta na cabeça de todo mundo é: o que Melissa Leo estava pensando?

Para quem perdeu esse capítulo da emocionante novela do Oscar 2011, aqui vai um resumo: há uma semana um par de anúncios de página inteira apareceu nos trades, os jornais especializados da indústria. Neles, Melissa aparecia em trajes de gala, com uma palavra através da página: “Consider” (considere).

Era claramente um pedido de voto, mas, pela etiqueta da campanha, absolutamente bizarro, embora permitido.

Entre as muitas nebulosidades (ouso dizer hipocrisias?) das batalhas por uma estatueta, a questão da auto-promoção é das mais delicadas. Pelas regras da Academia,  tudo é permitido desde que não ataque diretamente os concorrentes ou envolva presentes ou mordomias ligados aos filmes. Notem que pedidos diretos de votos, feitos sem ataque e sem mimos, são permitidos, assim como brindes e mordomias não diretamente ligados aos filmes _ o que enche a cidade, nesta época do ano, de “gifting suites”, com farta distribuição de todo tipo de artigo de luxo, de bebidas a jóias, para indicados, suas equipes, seus amigos e seus estúdios, na esperança de que esses formadores de opinião usem os produtos em público ou pelo menos falem deles.

Mas voltemos às campanhas e a Melissa.  Ligar para seus amigos e para os amigos de amigos; conversar com todo mundo que pertence à Academia ou é esposo/esposa, parente ou associado de um acadêmico; lembrar favores passados; prometer favores futuros; ter vontades súbitas de oferecer almoços e jantares de congraçamento; enviar emails pessoais; perguntar pela saúde e bem estar de tias, primos, avós, bebês recém-nascidos  de acadêmicos ou mesmo envar cartões, flores e mimos com o mesmo objetivo; se oferecer para passear o cachorrinho ou tomar conta do gato de acadêmicos _ tudo isso é permitido. Mais que isso: é o pão com manteiga de uma campanha.

Gastar cerca de 18 mil dólares por uma página no Variety com um anúncio pedindo votos é, na verdade, tão corriqueiro que ninguém notaria. A não ser por uma coisa: não se tratava dos produtores ou distribuidores de O Vencedor que estavam pedindo consideração para Melissa Leo. Também não era seu agente ou empresário. Era ela mesma. Isso é permitido? É. Mas, como me disse um votante, “é de mau gosto, e parece desespero. E você sabe como esta cidade tem repulsa ao desespero.”

É verdade. Não vamos nos deter sobre a questão do “mau gosto”, algo inteiramente discutível  nesta indústria. Fiquemos no item “desespero”: de fato, este  é o repelente mais eficiente desta terra. Um dos elementos mais cruéis do jogo do sucesso, aqui, é exatamente esse: quanto mais alguém está querendo ou precisando de algo, menos ela e ou ele tem que aparentar que está querendo ou precisando.  O mistério número um, no caso, é que, depois de suas vitórias nos Globos de Ouro e na SAG, Melissa não precisava querer nada _ ela já era a favorita na categoria melhor atriz coadjuvante por seu trabalho como a mãe autoritária e superprotetora dos irmãos Mark Wahlberg e Christian Bale em O Vencedor.

Resta a teoria da pura ingenuidade, que é a linha que Melissa Leo está adotando, agora. Numa entrevista para  Marie Claire, Leo garantiu que “não sabe nada” sobre Oscar e campanhas para o Oscar, e que pensou que os anúncios eram “uma boa ideia”. Isso seria plenamente aceitável se ela não tivesse uma carreira de 20 anos  na TV e no cinema, e se, na mesma entrevista, não dissesse que Amy Adams, que também está indicada como coajuvante por O Vencedor, mas que até agora não ganhou nada, “tem uma certa inveja”; que Helena Bonham Carter lhe deu “empurrões” durante o almoço dos indicados; e que Hailee Steinfeld, a segunda favorita na categoria, está “cafetinando” sua indicação.

Resultado: Hailee está agora na pole position entre as atrizes coadjuvantes, por Bravura Indômita.

E a lição da semana é: se você for indicada e quiser gastar dinheiro, contrate primeiro um assessor de imprensa/estrategista.

Adendo importante: por que Melissa Leo não usou fotos dela no filme? Teria sido mais eficiente?

Teria. Mas ela não tem o direito de uso dessas imagens. Quem tem é o distribuidor. E aí temos outro nó: a decisão de quem, num filme, deve receber atenção nas campanhas públicas, com anúncios, folhetos, convites, etc cabe a ele, o distribuidor. Muita briga rola por causa disso. Melissa pode ter-se sentido não prestigiada com anúncios pagos pelo distribuidor, com cenas do filme, e partido para o ataque por conta própria. Grande erro, como se viu.

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Comentários

Comentários para “As desventuras de Melissa Leo revelam um pouco do avesso das campanhas”

  • joao gabriel de oliveira lins disse:

    Melissa é otima atriz e isso nao tem como descutir.
    Agora tomara que voce esteja certa e que ela perca o oscar. Pelo ‘O vencedor’ ela nao merece mesmo!!!

  • Rubens Fructuoso disse:

    Mo’Nique não quis fazer campanha ano passado e também causou uma certa polêmica.
    Melissa é ótima atriz mesmo.
    Independentemente do anúncio, espero que seja reconhecida.

  • Silrone Lima disse:

    Tenho acompanhado essa polemica e acho de uma imbecilidade cretina as críticas à Melissa Leo.

    Quer dizer que pode o Michael Douglas pagar do proprio bolso um anuncio de duas paginas inteiras na Variety para a mulher [CHICAGO], mas Melissa nao pode se auto-promover pq não relacionou seu nome ao do filme?

    Melissa foi prejudicada pelo estúdio, que tentou a todo custo vender Amy Adams, que se revelou um notável tiro pela culatra.

  • Fernando Ribeiro disse:

    Eu assisti O Vencedor semana passada, e até então considerava o Oscar dela. Mas hoje assisti Bravura Indônita, e a Hailee é fascinante. Estou apostando num Oscar cheio de surpresas, mas surpresas boas. E falando em Bravura, o Jeff Bridges está melhor do que em Crazy Heart, se o Colin ganhar, eles deveriam trocar de Oscar. É uma pena essa “política” da Academia. Que premiem a atuação!

  • Tisf disse:

    Eu tô tão desanimado com a consagração do Discurso do Rei no Oscar, que seria uma ótima surpresa a Hailee levar o prêmio. Pelo menos a noite não seria monótona. Eu não curti muito a atuação da Melissa no The Fighter, mas tava aceitando o prêmio pra ela por conta da carreira e tal.

  • Phillipe disse:

    Mistérios da costa oeste…é tudo muito questionável esses pontos de vista para a premiação. Se desespero é repulsor de Oscar’s algumas boas atrizes deveriam ganhá-lo.

    Infelicidade total alfinetar a Amy Adams.

  • brendam lee disse:

    O Oscar deste ano está muito chato. Penso seriamente em não ver a cerimônia. Tenho dó do que fizeram com ‘Rede Social’. De longe o melhor roteiro, atuação em elenco, direção e montagem do ano. Resumindo, melhor filme do ano.

    Vi uns pedaços de ‘O Discurso do Rei’. Quadrado, vendido pra Oscar mesmo. E de um ano pra outro o ‘ódio’ a Harvey Weinstein sumiu, hein [lembra do ácido à 'Nine'?]? Ou será todo o amor dos velhinhos aos reis dramáticos?

    E eu tinha visto esses FYC no awardsdaily e achei estranho. Melissa será o Eddie Murphy do ano? Se sim, Jackie Weaver será o Alan Arkin?

    Nem com essas coisas me animo a ver a cerimônia. :/

  • João Oliveira disse:

    Nota-se o desespero para ganhar, nos discursos dos GG e SAG. Ela q vá treinando a carinha sorridente de boa perdedora. Só qro ver.

  • Filipe Pinheiro disse:

    Se Hailee Steinfeld ganhar o Oscar, vou ser o homem mais feliz do mundo!
    Agora, ingenuidade ou não, faltou um pouquinho de ética pra Melissa Leo, não?
    Abraços, Ana!
    =]

  • Silrone Lima disse:

    Bahiana, fui atrás da entrevista da Melissa Leo e acho que algumas coisas foram deturpadas na forma com que voce postou aqui.

    O que Leo disse exatamente:

    The night of the SAGs, I thanked [Amy], and I told her that I don’t know if I could do it if underneath the bright smile I sensed jealousy. She’s overjoyed for me. And I will be overjoyed for her when I hear her name called one of these days.

    Hailee Steinfeld I met in an airport. She was doing her pimping, er, I mean promoting in some town, with her mother. I can’t remember where she was heading, nor I. She is the real deal, and very dear and grounded. And Jacki Weaver I had met in New York and seen her beautiful, remarkable, awesome performance. At the luncheon I got to finally meet Helena Bonham Carter. She wouldn’t take my compliments. She was shoving me toward the Oscar statue, and I was trying to do-si-do her closer. She’s very playful and lovely, and I have the suspicion that she’s quite shy. Every single one of the very best ones I’ve met is so shy.

  • Thiago Macêdo disse:

    Engraçado que eu li a entrevista da Melissa Leo no link do blog e a parte que ela cita a Amy Adams não me parece dizer que ela “tem uma certa inveja”, como traduzido aqui:

    “The night of the SAGs, I thanked her, and I told her that I don’t know if I could do it if underneath the bright smile I sensed jealousy.”

    Traduzindo:

    “Na noite do SAG eu a agradeci (Amy Adams) e disse a ela que eu não sabia se conseguiria fazer isso caso sentisse inveja por baixo do sorriso brilhante dela.”

    Tô errado?

    O mesmo pode ser dito do comentário do “empurrão” da Helena Boham Carter e da “prostituição” da Halee Steinfeld.

    • Gilberto disse:

      Sua tradução da frase está correta: se houvesse inveja atrás do sorriso não poderia haver agradecimento, agora “pimping” fica mais adequado traduzido como aliciamento e não prostituição. Concorda?

  • Lino Negri disse:

    Que pena que uma campanha publicitária influa tanto no julgamento de uma atuação. Ainda mais se formos considerar a dimensão da campanha – uma página de revista, que a pessoa ainda se deu o trabalho de bancar do próprio bolso. Mas a realidade é que isso deveria ser totalmente indiferente, independente das proporções.

    Nada poderia soar tão fútil quanto isso. “Olha, depois dessa foto da Melissa Leo não voto mais nela”.

    Se esse realmente for um critério que esteja pesando tanto – assim como o coleguismo excessivo e a parcialidade desmedida – acho inevitável que qualquer premiação (inclusive o Oscar) caia no descrédito com o passar dos anos.

    Não que eu nutra a ilusão de que exista alguma premiação completamente imparcial. Mas o excesso de parcialidade, inevitavelmente, desgasta a credibilidade. E, avulso de credibilidade, o tempo não perdoa ninguém.

    Como bem disse o amigo Fernando Ribeiro, ali em cima: “que premiem as atuações”!

    • Trin disse:

      Aninha, como a vaidade pode ser nociva né ? E com requintes de burrice. E ela nem precisava disso. Como torço pala Jackie Weaver, quem sabe não é ela que vai pegar o careca-pelado-de-ouro ? O time de coadjuvantes desse ano é ótimo. Acho que todas poderiam ganhar. É claro que quando você concorre ao maior prêmio do cinema, não há como não ficar excitada com isso, mas a verdade é que nem todo mundo tem a classe (e o talento) de uma Meryl Streep ou uma Cate Blanchett que quando concorrem encaram isso de forma tão digna, mesmo quando são garfadas. No caso dessas duas, acho que o caso é que ” elas SABEM que são, não PENSAM que são”. Usei uma frase de Matrix, rsrsrsrsrs.

  • Chico Amorim disse:

    E se ela não quisesse vencer? Sinceramente, me pareceu o motivo mais óbvio. E ainda falando a verdade, acho que tal ingenuidade trouxe algo de mais engraçado para essa competição toda já de cartas marcadas feita por ‘assessor de imprensa/estrategista’. De certo, talvez seja este jogo mesmo que o Oscar representa. Sendo assim, não me interessa. Mas insisto que este lance da Melissa Leo, moça de quem o trabalho conheço pouco, teve algo de burlesco.

  • Thiago Oliveira disse:

    Concordo com quem falou “que premiem as atuações”. Mas infelizmente não é assim, todos nós bem sabemos.

    A Academia dá o Oscar a uma pessoa que em parte merece e que em parte fica bem ganhando. E é assim há muuuitos anos.

    Ana, acho que já te perguntaram isso, e sei que é dificil responder, mas você, sinceramente, espera alguma surpresa desse Oscar ou acha vai ser tudo como está caminhando a ser?

  • Cristiane Martins disse:

    Ana no ano passado já teve um caso de um produtor que fez uma campanha desse tipo, se não me engano foi de Guerra ao Terror, como todos sabemos o filme ganhou e levou o Oscar de melhor diretora derrotando o favorito Avatar.
    Gostei muito da atuaçao de Melissa, mas acho que ética é bom em qualquer profissão, principalmente pessaoas com projeção como uma indicada ao Oscar, espero que seja avaliada apenas atuação de Melissa e esse tropeço não faça perder novamente o Oscar, se isso ocorrer Melissa vai ter que ficar um bom tempo avaliando a sua atitude desesperada.
    Lamentável ver uma atriz desse porte, não ter estrutura para lidar com uma indicação, e simplesmente esperar o resultado, isso é muito Cisne Negro para minha cabeça…..

  • Plínio disse:

    Vamos combinar que fora dos trâmites Legais,advogar em causa própria é algo bastante humano.Todo mundo faz isso nas pequenices do dia a dia,ela fez no momento profissional mais importante da vida dela.Presunção, é o que parece.O agravante é o modo como ela fez.Caramba tinha que ser nessa POSE? “sô gostosa ó”.- linda, de fato. Agora, criticar as colegas desse jeito pegou mal.E se Helena empurrou mesmo, caíram as duas pra mim.Mas é claro que se houver um boicote a ela, a Academia vai mostrar que é muito jeca!!!

  • Marcela Mattiuzzo disse:

    Eu acho muito interessante esse tipo de coisa porque mostra como a Academia é movida por forças todas particulares. Talvez seja exagerado dizer que as atuações não são premiadas, mas tenho certeza que elas não são o único – e talvez nem o principal – elemento levado em consideração. Carreira, por exemplo, sempre me pareceu mais importante para alguém levar um Oscar ou não. Pode ser negativa tanto pra quem tem um super reconhecimento quanto pra novatos, dependendo do caso.

    Esse caso da Melissa Leo me parece mais um da saga de fatores externos que vão decidir a premiação.

  • Túlio disse:

    Como a gente se engana com os atores, né??? Achava Melissa Leo tão humilde e simpática… E agora, em uma entrevista, ela acaba com tudo…
    Agora qualquer uma das outras quatro indicadas que levar, terá minha comemoração… Axo que se Amy Adams levasse, o “cala boca” seria maior… Mas já que Hailee Steinfeld tá na pole, ganhou minha torcida…

  • Marcelo Otávio disse:

    O que a Ana Maria quis dizer é que a interpretação feita por essas falas da Melissa Leo podem levar a essas ideias, assim como a interpretação do FYC pode ser levado pro lado “ruim”.

    • Ana Maria Bahiana disse:

      Exatamente, Marcelo. Obrigada. Nessas horas uma boa assessora de imprensa é essencial, para dar as dicas do que dizer e como dizer, de forma a ajudar e não atrapalhar a causa…

  • Yruk disse:

    Vejo a Melissa como uma certa intrusa. Desde sua indicação (por não ter outra) em Rio Congelado, parece que virou uma espécie de queridinha e agora está em todas. Trabalha bem, mas tem muita gente melhor no páreo. Não sou muito de agraciar gente nova com premiações, mas a Hailee ganha o coração de qq um e na disputa, de longe, ela é a melhor de todas. Se gritar muito é sinal de boa atuação, tá na hora de mudar isso… Já repararam que os papeis “freacks” são os mais considerados? Acho q

  • Guilherme Diniz disse:

    Eu acho que a Melissa Leo acabou tendo um certo desespero, mas também um pouco de ingenuidade e “pressa”. Eu diria que é algo que até a sua própria personagem no filme faria, por gostar de chamar a atenção e ser, digamos, “destaque”. Soou meio cafona, mas sei lá. Eu gosto muito dela e adoro sua atuação no filme.

    Mas, verdade verdadeira, nao queria nem que Melissa Leo ou Hailee Steinfield ganhasse…..
    Queria Helena Bonham Carter ou Amy Adams, duas grandes atrizes que não ganham o destaque e reconhecimento que merecem. Principalmente Helena!

  • Gustavo disse:

    Quando fiquei sabendo disso, ri demais… É como você disse, ela tem 20 anos de carreira, realmente devia ter pensado melhor antes de fazer uma coisa dessas.

    A performance dela no filme é fenomenal, mas acho que ela acabou de entregar o oscar pra Hailee (que é ótima) ou pra Amy, que na minha opinião, merece tanto quanto a Melissa o prêmio.

  • Silrone Lima disse:

    O que Ana quis dizer é uma coisa…

    Deturpar o texto original para fundamentar o que quer dizer é outra, completamente diferente.

  • Rafael Gomes disse:

    Acho que o ponto da entrevista da Melissa Leo não é o que ela efetivamente diz, mas o que deixa subentendido. Nenhuma pessoa que trabalhe há anos em uma indústria venenosa como Hollywood diria coisas tão diretas sobre seus colegas, é um suicídio profissional. Ana Maria Bahiana cobre esse mundinho há muito tempo e tenho certeza que quis apenas “traduzir” as reais declarações de Melissa Leo para leigos como nós.

    Engraçado observar como Hollywood não perdoa mesmo, a simples brincadeira feita por Casey Afleck com Joaquim Phoenix lhe tirou todas as possíveis chances de sequer ser considerado para os prêmios por The Killer Inside Me. O trabalho em si nessa indústria fica para o décimo plano, vide Sandra Bullock levar o prêmio de atriz concorrendo com as interpretações da Sidibe, da Carey Mulligan e da estonteante Hellen Mirren.

    O pior de tudo é que Jacki Weaver tá parecendo carta fora do baralho mesmo, hein. Nem tá sendo considerada, só se falam das outras 3.

  • Vagner disse:

    Ela está com um look “Cisne Negro”.

  • Tati disse:

    Ela até pode ser boa atriz….mais o carater é meio duvidoso. Difamar as concorrentes é brincadeira hauhauhauhauhauh.

  • Saulo disse:

    Pelo discurso dela no Globo de Ouro deu para ver que ela tem um parafuso a menos…
    Mas ainda assim espero que ela ganhe! perder o Oscar para uma criança não deve ser fácil…

  • Diego disse:

    Achei que essa melissa realmente esta fazendo a linha (deslumbrada/desesperada) devido ao seu comportamento constrangedor no globo de ouro,e a gora com essa auto promoçao.Mais no lugar dela,o que fariamos?em meio a grandes nomes,artistas consagrados,o que um peixe ate ontem pequeno,faria para pegar sua parte do bolo?

  • Diogo disse:

    Ana,

    O que vc escreveu em relação aos comentários de Melissa Leo está completamente distorcido. Vc que vota nos Globos de Ouro e fica tanto tempo em L.A. devia arrumar tempo de pagar um cursinho de inglês. Isso dito, campanhas de todos os tipos sempre vão existir. Isso é novidade para qualquer pessoa? Chega de comentários anacrônicos e no espírito de todo bom jornalista – invertendo por completo o que as celebridades falam.
    Bjo!

  • Thiago Macêdo disse:

    Eu ainda não entendi essa coisa de o texto original dizer uma coisa e a tradução do blog dizer outra. Ou eu traduzi errado, ou foi realmente deturpado. A dona do blog não irá se pronunciar quanto a isso? Eu estou sendo tendencioso achando que as idéias foram completamente manipuladas pela idéia do post do blog?

    Mereceria uma resposta isso, não? Estou questionando mesmo onde está escrito que ela disse que Amy Adams sentia inveja, que ela insinua que Hailee Steinfeld estava “cafetinando” sua indicação (dentro do contexto da entrevista, por favor), coisas assim.

  • Caio disse:

    Sem dúvidas foi uma brincadeira da parte dela, inclusive a entrevista à Marie Claire, mas ela perdeu o tom. Ano passado, tanto Sandra Bullock quanto Meryl Streep trocaram alfinetadas na mídia e tudo foi encarado como brincadeira, e foi mesmo, só que no tom certo e entre duas atrizes carismáticas.

  • Ela TVM disse:

    Você já havia comentado sobre os mimos que recebeu dos produtores concorrentes ao Globo de Ouro. E lhe perguntei se o almoço oferecido pela Júlia Roberts para a indicação de Javier Baden ao Oscar seria permitido. No fim, tudo é permitido. O mais grave, acho eu, é forçar a indicação, porque aquela estatueta dourada no cartaz do filme, mesmo como “indicado ao Oscar”, já atrai bilheteria e aluguel do DVD.

  • joana disse:

    A Bahiana é quem perdeu o tom, desaprendeu ingles e escreveu bobagem maldosa.
    Para quem fala ingles está muiiito claro isso, basta ler o texto em ingles postado logo acima. a declaração real era uma brincadeira com alfinetada de fundo e nao ataque frontal!

  • Luiz Gustavo disse:

    Eu passei a gostar da Melissa Leo em “Rio Congelado”, saber que a Bahiana quer
    deturpar sua entrevista é que é de mal gosto…

  • Marcela Mattiuzzo disse:

    Ana, assisti a’O Discurso do Rei hoje e fiquei, por conta da indicação do Geoffrey Rush como ator coadjuvante, me perguntando se já aconteceu na história do Oscar de algum filme ter dois indicados ou indicadas do mesmo sexo pra categoria de leading. Isso acontece com coadjuvantes, mas não sei se a Academia não permite que aconteça com os leadings ou se simplesmente nunca calhou de existir um filme com dois homens ou duas mulheres em papéis principais sendo que ambos tenham sido indicados ao Oscar.

    Não está exatamente relacionado com o post da Melissa Leo, mas como fiquei curiosa, procurei informações a respeito e não achei nada muito esclarecedor, resolvi perguntar.

    Obrigada!

    • Fernando Ribeiro disse:

      Marcela, um exemplo recente que me lembro é “Melhor é Impossível”, com Jack Nicholson e Helen Hunt levando as categorias “leading” de atuação em 1997. Mas existem vários casos que isso já aconteceu.

      • Fernando Ribeiro disse:

        Marcela, respondi só metade da sua pergunta. Quanto à indicados do mesmo sexo na categoria “leading”, temos: F. Murray Abraham* e Tom Hulce por Amadeus (1984); Tom Courtenay e Albert Finney por The Dresser (1983); Peter Finch* e William Holden por Network (1976); Michael Caine e Laurence Olivier por Sleuth (1972)… e outros. Na categoria feminina, temos: Geena Davia e Susan Sarandon por Thelma & Louise (1991); Shirley MacLaine* e Debra Winger por Terms of Endearment (1983); Anne Bancroft e Shirley MacLaine por The Turning Pointt (1977)… e outros. E “Network” deve indicações em todas as categorias de atuação, não levando apenas ator coadjuvante e o Oscar para Peter Finch foi póstumo.

        • Pedro Paulo disse:

          Não se esqueça de Anne Baxter e Bette Davis por “All About Eve”, em 1950!

          A primeira indicação dupla de melhor atriz ou ator!

          E Katharine Hepburn e Elizabeth Taylor, por “Suddenly, Last Summer”(1959).

    • João César disse:

      Marcela, o filme “Thelma&Louise” conseguiu o feito de indicar as duas protagonistas Geena Davis e Susan Sarandon na categoria de melhor atriz principal.

    • Túlio disse:

      Marcela, único caso que eu lembro foi o de “Thelma e Louise”.
      Susan Sarandon e Geena Davis foram indicadas pelo filme, pewrdendo pra Jodie Foster.

    • Roger disse:

      Já houve casos de indicações duplas para leading actors, Marcela.
      De imediato, me lembro de Amadeus e Thelma & Louise, mas com certeza há outros casos.

  • Trin disse:

    Nem precisa traduzir texto gente. Esse “consider” é o cúmulo do força-barra. E ela nem precisava.

  • Fernando Meurer disse:

    Ana,
    Vc não acha que a menina Hailee Steinfeld devia ter sido indicada na categoria de melhor atriz e não de coadjuvante? Afinal de contas, a personagem que ela interpreta é uma das principais da trama. Se fizeram isso por “falta de lugar”, ela poderia ter entrado no lugar da Nicole Kidman, que, na minha opinião, parece um peixe fora d’água entre as cinco indicadas.

    • Fernando Ribeiro disse:

      A meu ver, ela foi indicada à coadjuvante porque a principal seria ela na fase adulta, narrando a história.

  • Cassio Ferreira disse:

    Nao entendo esse oba-oba com ”Discurdo do Rei”… filme ok… apenas ok…
    Só nao vi ”Bravura Indomita”… diria que minha lista seria…

    1 – Inverno da Alma
    2 – Rede Social
    3 – Cisne Negro

  • Nossa, a Melissa Leo parece tão perdida quanto a Ísis de Oliveira na época em que revelou “namorar” George Clooney. Isso foi ridículo. Agora, por outro lado, é uma pena que o Oscar não premie alguém pela qualidade do trabalho. A questão deveria ser: “Melissa Leo está tão bem assim no filme pra merecer um Oscar? Sim? Bom, então a estatueta é dela.” Mas não. Anúncios como esse, contam. O Oscar deveria premiar os melhores do ano e não os melhores da Academia. Mas… sabemos que é assim. O que quer dizer que Melissa Leo dançou.

  • sergio b disse:

    Melissa Leo está simplesmente sublime em O Vencedor, e há anos entrega pequenas ótimas atuações, vide Três Enterros e 21 gramas.

    Ana Maria Bahiana foi extremamente injusta com as declarações da Leo, distorceu cada palavra. É hora de fazer um cursinho de inglês urgente.

  • Luis disse:

    Lamentável o que a Melissa Leo fez. Mas gostaria que a Ana explicasse por que os produtores de The Fighter não apostaram nela, mesmo após o Globo de Ouro e o SAG.

  • Tisf disse:

    Ana, depois se puder, diga o que achou do Fincher levar o BAFTA. Você acha que ele ainda pode levar Direção, mesmo o sindicato dando o prêmio pro Discurso do Rei?

  • Bruno disse:

    Para TISF,

    O Fincher vai ganhar o Oscar. O Discurso do Rei vai ganhar para filme, mas Direção vai para A Rede Social. Escreva o que estou falando.
    A única categoria que parece estar em aberto é Atriz Coadjuvante, onde literalmente – sim, até Weaver – pode sair ganhando. Essa categoria é notória por surpresas (Marisa Tomei, Anna Paquim, Marcia Gay Harden, etc) e não seria surpresa que a Steinfeld, Carter ou a Adams levasse.
    Melhor Atriz existe uma sombra de possibilidade que a Bening vença, mas não eh provável. Infelizmente.
    Abs.

  • kpenga disse:

    engraçado como o silrone é todo mansinho quando fala aqui.

  • andre luis pereira dos santos disse:

    Olha assisto ao Oscar desde 1992 quando O Silêncio dos Inocentes foi premiado. Considero nesses 83 anos algumas premiações injustas tipo: Gwyneth Paltrow tirar de Cate Blanchett e Fernanda Montenegro e me explique pq Meryl Streep veio ter 16 indicações para ser premiada apenas duas vezes. E mais aquele Oscar de melhor ator para o Jeremy Irons por O reverso da fortuna eu não engulo até hoje. Seria justo o Robert De Niro levar um terceiro oscar por Tempo de Despertar. Mas o assunto do momento é o premio de atriz coadjuvante em 2011. Melissa Leo ou Helena Bonham Carter. Creio q ambas merecem. Torço pra Melissa Leo. A academia não gosta de premiar crianças isso aconteceu duas vezes Tatum O´Neal e Anna Paquin. Mas Hailee Steinfeld pode ser de fato uma surpresa. Achei curioso Jeff Bridges ser indicado um ano depois de ter ganho será q ele leva e repete o feito de Spencer Tracy e Tom Hanks. Ana Maria gostaria q vc comentasse essa indicaçãp consecutiva. Beijos !!!

    • Pedro Paulo disse:

      HA HA HA… falar que Jeremy Irons não mereceu o Oscar por seu MAGISTRAL trabalho em “Reversal Of Fortune” é de matar. Ele desfila sua elegância sua imponência e sua atuação arrasadora num papel muito mais difícil que o de De Niro (não agento mais ator interpretar deficientes mentais).

      É um dos Oscars mais merecidos já entregues.

  • Harlley Alvez disse:

    Ana, agora com o Oscar nas mãos da Melissa podemos entender que a autopromoção que ela fez foi um sucesso? Ou talento não se discute?

  • Harlley Alvez disse:

    Agora que ela ganhou o Oscar o que dizer da ação de autopromoção dela. Funcionou?

    • Ana Maria Bahiana disse:

      A autopromoção atrapalhou, sim. Se vc puder, reveja a entrevista de Amy Adams no tapete, em que ela diz que gosta de Melissa “coisa que acho que não se deve dizer, não é?”. Mas – o que é bom- os votantes foram pelo desempenho em quantidades suficientes para converter a indicação em Oscar.

  • monica disse:

    Ana Maria, dê uma olhada no The Independent. A mesma notícia, já a análise…

    http://www.independent.co.uk/opinion/columnists/john-walsh/john-walsh-not-the-done-thing-melissa-2223847.html